Um livro para quem vê e para quem não vê.
Alguém vai contando como o Tomás descreve as cores.
Eis o vermelho: “É ácido como um morango e doce como uma melancia, mas dói quando aparece no joelho arranhado.
” E o preto: “É o rei das cores. É suave como a seda quando a mãe o abraça e o envolve com o seu cabelo.”
Preta é a cor dominante da obra, apenas as palavras se escrevem a branco.
As ilustrações são em relevo (verniz negro) para que se sinta através do tacto cada uma das cores descritas. Desenhos elegantes e delicados.
Nas páginas ímpares, na parte superior, reproduz-se o texto em Braille.
Tudo isto proporciona uma leitura única, a desafiar os sentidos.
Esse foi um dos motivos por que O Livro Negro das Cores recebeu o Prémio Novos Horizontes na Feira de Bolonha 2007.
Nunca se fala em cegueira.
Fica a saber-se que “o Tomás gosta de todas as cores porque as ouve, cheira, toca e saboreia”.
As ilustrações estão no Children’s Museum of the Arts, em Nova Iorque.
O Livro Negro das Cores Autor Menena Cottin Tradutor: Miguel Gouveia Ilustrador Rosana Faría Editor Bruaá Editora 32 págs., 19,5 euros
http://letrapequenaonline.blogspot.com/ já o tinha dado a conhecer, mas ainda não estava traduzido para português. Mas o melhor é seguir até ao blogue da editora Bruaá, http://www.bruaa.pt/sobrenos.htm lá pode encontrar mais informação e os depoimentos das autoras, que são venezuelanas.
Entre e saboreie.
E porque não oferece-lo à Escola de crianças cegas -Bengala Branca na Guiné-Bissau.
Seria o primeiro livro de histórias infantis escrito em Braille desta escola.
Todos ficariam muito FELIZES......
(....posso lhe dar todas as informações como este livrinho pode chegar aos "mininos e mininas " da Escola Bengala Branca em Bissau, através do email: clarahugman@gmail.com )
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Dia Internacional de Braille - 4 de Janeiro
Mininos e mininas da Escola Bengala Branca
O sistema de Braille aproveita-se da sensibilidade epicrítica do ser humano, a capacidade de distinguir na polpa digital pequenas diferenças de posicionamento entre dois pontos diferentes. um cego experiente pode ler duzentas palavras por minuto....)
"Aqui está o Braillin e o saquinho para guardar."
"Com esta boneca especial ,e com o botões pretos do peito, as crianças aprendem o Braille"

Adquirido na Loja Tiflotecnia em Lisboa http://www.tiflotecnia.com/
Foi com os Meninos e as Meninas da Escola de Invisuais Bengala Branca no Natal de 2007, em Bissau que eu tomei contacto com esta forma de alfabeto -o Braille.
Aqui todos tentam aprender e ensinar o melhor possivel, mesmo com os parcos meios que a escola possue.
São todos muito empenhados. Aprendi muito com todos eles. Entre outras coisas aprendi a olhar para o mundo de uma maneira muito mais tolerante e a relativisar as minhas necessidades, tornando-me uma pessoa mais feliz.
Para todos eles e para todos os outros meninos e meninas do mundo desejo que o Novo Ano de 2010 possa trazer uma Estrelinha de sorte e protecção e as suas condições de vida possam melhorar muito.
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